sábado, 4 de outubro de 2014

Nasci dia 27 de janeiro de 1942. No Estado De Minas Gerais, na Zona da Mata, em uma região rural, Onde meu pai era cafeicultor, agricultor e pecuarista. Quando eu tinha um ano de idade. Mudamos para a Zona do Rio Doce, Onde ficamos até eu completar sete anos. Eu e minha mãe fomos morar numa cidade situada na Zona da Mata. Nessa cidade ficamos até eu completar vinte anos. Após isso, Moramos dois anos na cidade de Petrópolis/RJ. E aos vinte dois anos por motivos políticos, eu tive a oportunidade de vir para o Rio de Janeiro. Meu pai quando se casou com minha mãe, já tinha sido viúvo por duas vezes e pai de nove filhos, os quais quase todos eram já adultos, porém solteiros. Dois destes filhos ainda eram adolescentes. Os meus pais tiveram quatro filhos. O primeiro e o segundo foram natimortos. O terceiro retornou ao mundo Espiritual aos três dias de existência. E a quarta filha é esta que escreve este memorial. Sendo assim, eu era a única criança da casa e do lugar. Eu observava o jeito que os meus pais e os outros trabalhadores expressavam enquanto trabalhavam. Era muita alegria, eles cantavam, assoviavam. Assim, eu tinha todo o tempo para brincar, com os sabugos de milho, eu construía chiqueiros, currais e galinheiros. E os melõezinhos S. Caetano eram os animaizinhos, Gostava de nadar no córrego, haviam muitos peixinhos e patos. As passaradas estavam sempre animadas, pois lá havia fartura de frutas e elas se tornaram minhas indicadoras, uma vez que através delas eu sabia onde estavam os frutos maduros. As formigas trabalhavam o dia todo, sempre carregando folhas, e as abelhas colhendo néctar. Eu ficava encantada com o colorido e o bailado das borboletas entre as flores. O potrinho era o meu companheiro. E o meu serviço era moer milho para os pintinhos. À noite apreciava o céu estrelado e ouvia as histórias que meu pai contava. Histórias que as personagens eram bonitas, bem vestidas e moravam nos palácios. Os bichos falavam e cantavam. Assim, meu pai me mostrava um mundo encantador e fascinante igual a este em que vivemos. Isto é, eu só percebi que este mundo é uma escola eficiente, depois que conheci a Seicho-no-Ie. Quando eu tinha sete anos, meu pai retornou ao Mundo Espiritual de uma forma maravilhosa. Ele acordou às 6h. Orou e viajou para o outro plano. Naquele dia, meus pais se encontravam na cidade de Petrópolis/RJ, porque minha mãe estava fazendo tratamento médico. E, eu tinha ficado lá na nossa casa. 0nde recebi duas visitas: uma era jovem e vestia um hábito branco, a outra era uma senhora que vestia um hábito azul-marinho. Esta foi no dia que o meu pai passou para o mundo Espiritual. A jovem foi na véspera. Ambas conversaram comigo sobre a viagem do meu pai, me orientaram e pediram para eu cuidar de minha mãe. Dessa forma, mudamos para casa de meus tios e dois primos, que fica na cidade de São João de Nepomuceno/MG. A mudança do contexto e do cenário de minha infância, narrada anteriormente, foi total A cidade quase não tinha animais, não tinham plantações, não tinham passaradas, nem flores nem borboletas. As histórias que eu presenciava eram outras. Isto é, não eram fascinantes como as que meu pai contava. Contudo ganhei uma família afetuosa. Meus tios me tratavam como filha e os meus primos como irmã. Atualmente, eles aqui não mais se encontram, pois já retornaram ao Mundo Espiritual e deles sinto muitas saudades. Aos oito anos de idade, eu entrei para a Escola Municipal Cel. José Braz, outro mundo maravilhoso. O prédio da escola foi bem planejado, está localizado entre um jardim e um campo que tinha árvores que na primavera as folhas emprestavam o espaço para flores. Desse jeito, ficava um jardim suspenso matizado de branco e três tons de rosa. No dia 11 deste mês de setembro, depois de ver aquele magnífico Fórum Minas-Rio. Viajei para a cidade de São João Nepomuceno e tive a oportunidade de rever a escola Cel. José Braz. Fiquei emocionada. Aquelas árvores, que proporcionava o jardim suspenso divino cederam o espaço para local bem amplo para exposições, pratica de esportes, festas, folclores e outros eventos. E, no segundo andar construíram salas de aulas. E, o Bouganville continua florindo às beiras do espaço. Só mudou as tonalidades. Agora são: vermelho, laranja, rosa, lilás, amarelo, branco. Têm duas escadarias, seguidas de varandas, onde ficam as portarias. Uma para entrada outra para saída. As quais continuam imponentes. O pátio é espaçoso e cercado por varandas largas. No pátio, todo dia em forma cantávamos o Hino Nacional. Era muito bom! Sentia alegria de viver. Eu me sentia forte. Naquele pátio, ensaiávamos e apresentávamos peças de teatro, poesias, e fazia educação física. Na hora do recreio brincávamos: de pular corda, pique-esconde, roda, chicotinho queimado e pulava amarelinha. A cantina estava sempre limpa, as mesas forradas com toalhas xadrez e um vasinho com plantinha verdinha. As merendas eram saborosas. As cozinheiras eram afetuosas, estavam sempre sorridentes. O salão nobre tem um mobiliário belo, um piano e um esqueleto humano. Naquele salão, algumas vezes fiquei de castigo. Mas lá fiz aulas de canto e aulas de anatomia.  A Diretora Dona Glória era bonita, elegante, ativa, atenciosa e cortês. Era difícil vê-la sentada. As professoras, também eram elegantes, bonitas, dinâmicas e não eram problemáticas. Mas sim conselheiras da população. Com Dona Carminha, a professora de bordado, eu aprendi a  bordar, a ser simples e dedicada. Enquanto fazia o primário, Eu desejava ser estrela de Hollywood. Fui motivada por um calendário. O qual, continha seis fotos de divas. Mas esse desejo não foi realizado. E, então eu fiz prova para a Escola Normal localizada na Cidade de Juiz de Fora. Mas minha mãe fez chantagem emocional e ninguém teve coragem de me levar para lá. Sendo assim, comecei a trabalhar em fábricas, lojas e como bordadeira. E o que ajudou arrancar o desespero da minha mente foi o grande Cantor Bill Halley. Isso porque umas das primeiras músicas de Bill tem frases construtivas e contagiantes: “...Ponha seus trajes alegres e aproveite comigo, estarei forte e você também, nós estaremos no sétimo céu.”
Segundo, Dr. Masaharu Taniguchi, cada palavra contém uma vibração que é igual a uma semente que germina, nasce, cresce, dá flores e frutos, deste ensinamento tive explicação do porquê do bem que as palavras da citada canção de Bill Halley tanto me fizeram bem. Naquela época, em que ainda era muito jovem, um médium leu a minha mão e disse: “você será mãe de nove filhos’’. E, depois eu vi de forma mágica tochas azuis e laranjas. Naquele momento, senti muita vontade de vir para o Rio de Janeiro. E, hoje que eu sei que a palavra pensada tem muita força. Imagino como devo tê-la aplicado intensamente, idealizando o futuro dos nove filhos. Em março de 1964, cheguei ao Rio de Janeiro. A primeira vez foi para arrumar asilo para alguns líderes políticos na Embaixada da Bolívia. A segunda vez fiquei. Trabalhei na Rua Sá Ferreira, na residência de um banqueiro, como dama de companhia de sua esposa. Nesse trabalho, eu vi a riqueza material. O segundo trabalho foi na Rua Ministro Vivieiros de Castro. Eu fui governanta  de duas crianças: Haroldo de oito anos de idade e Silvia de sete anos. Eles eram órfãos de mãe e o pai viajava para o exterior a trabalho. Aos vinte quatro eu me casei com o homem que hoje é meu marido e pai de nossos nove filhos. Há quarenta e um anos, moramos no mesmo no endereço. Nós e nossos vizinhos vivíamos muito bem em todos os aspectos. Mas com o passar do tempo. Todos começaram a sentir a inflação da economia. E as nossas conversas eram sobre as nossas dificuldades. Assim, as dificuldades iam crescendo. Aos trinta e seis anos, eu estava desesperada. Pois, sofria de coluna lombar, cervical e artrite. O médico, quando examinou a radiografia da coluna disse: “ você jamais irá ficar curada da coluna, mesmo com tratamento intenso e longo. Remédio para curar artrite eu não podia tomar, porque estava sempre amamentando. Não dava importância a minha religião. Porque me faltava conhecimento. Dessa forma, através de minha vizinha Sônia Teixeira conheci Seicho-No-Ie. No mesmo dia, comecei a fazer a leitura da Sutra Sagrada. Fiquei extasiada!!! E a medida que eu estudava a Meditação Shinsokam, a revista Acendedor, os livros: A Felicidade da Mulher, A Verdade da Vida volume 1 e o Preceito Diário. Ficava mais deslumbrada. Era como se eu estivesse no fundo do abismo e alguém jogou uma corda e me resgatou. Lendo os livros intensamente descobri que sou filha de Deus. Que tenho capacidade infinita. E que os sentimentos negativos não são inerentes ao espírito e só geram sofrimentos para toda a humanidade. Dei adeus para eles. Perdoei o meu tutor. Perdoei a minha mãe. Hoje, eu sinto gratidão por eles terem tomado aquelas atitudes.  Pois naquela época eu não tinha maturidade para ser educadora nem ter dinheiro. Mas só compreendi isso  através desta Filosofia Seicho-No-Ie. Com três meses de leitura e prática fiquei curada da coluna, artrite, pessimismo, preguiça, tristeza, pobreza, ingratidão, complexo de inferioridade. Sendo assim, passei a ser uma companheira para o meu marido. Trabalhando vendendo roupas, produtos da Natura, Avon, etc. E ao mesmo tempo fazendo divulgação das revistas Sagradas. E, também jogando vibrações positivas para todos.  Assim, eu e os meus familiares vivemos muito bem. Trabalhando, estudando, prosperando em todos os aspectos. Depois de conhecer esta Filosofia Seicho-no-ie, o meu primeiro desejo foi que todos educadores conhecessem esses divinos ensinamentos.  Aos sessenta e dois anos recebi outra mensagem a qual falava para eu fazer Pedagogia, Pois a nossa população está precisando de conhecimentos. Principalmente de conhecer a Verdade da Vida, isto é, a Pedagogia Taniguchi.  Atualmente trabalho num CIEP como voluntária. Estou muito feliz e grata a Deus por essa oportunidade. Por que fazer este curso CEEV? Este curso é mais uma benção, um socorro de Deus para toda a humanidade. Eu me sinto premiada por fazer curso CEEV, pois o curso possui um aprendizado com recursos, técnicas e explicações sobre o poder da palavra. Assim, todos educadores terão preparo para eliminar a educação retrativa, a educação atrofiante e a educação intimidante que causam um mundo de angustia. Com esta Pedagogia Taniguchi atuando intensamente nas escolas, com certeza, o povo brasileiro será campeão em receber o Premio NOBEL DA PAZ.

2 comentários:

  1. Muito bom saber um pouco mais da história desta Guerreira que muito me ensinou!

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    1. Sim , Primo Luciano Lima, minha mãe tinha um afeto muito grande por vc , tia Rosa, tio Quiincas, pela prima Janice e teus irmãos ...vcs deram um apoio muito importante na fase que ela pegava roupas das confecções do Carmo-RJ para revender no Rio ...e ela sempre enfatizava o quanto vc (ainda menino) a ajudava a levar as malas para a rodoviaria . Ela sempre vibrava quando falava dessa época , por volta do inicio dos 1990...um abraço do primo Marcelo Alves Lima

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