Nasci dia 27 de
janeiro de 1942. No Estado De Minas Gerais, na Zona da Mata, em uma região
rural, Onde meu pai era cafeicultor, agricultor e pecuarista. Quando eu tinha um
ano de idade. Mudamos para a Zona do Rio Doce, Onde ficamos até eu completar
sete anos. Eu e minha mãe fomos morar numa cidade situada na Zona da Mata.
Nessa cidade ficamos até eu completar vinte anos. Após isso, Moramos dois anos
na cidade de Petrópolis/RJ. E aos vinte dois anos por motivos políticos, eu
tive a oportunidade de vir para o Rio de Janeiro. Meu pai quando se casou com
minha mãe, já tinha sido viúvo por duas vezes e pai de nove filhos, os quais quase
todos eram já adultos, porém solteiros. Dois destes filhos ainda eram
adolescentes. Os meus pais tiveram quatro filhos. O primeiro e o segundo foram
natimortos. O terceiro retornou ao mundo Espiritual aos três dias de existência.
E a quarta filha é esta que escreve este memorial. Sendo assim, eu era a única
criança da casa e do lugar. Eu observava o jeito que os meus pais e os outros
trabalhadores expressavam enquanto trabalhavam. Era muita alegria, eles
cantavam, assoviavam. Assim, eu tinha todo o tempo para brincar, com os sabugos
de milho, eu construía chiqueiros, currais e galinheiros. E os melõezinhos S.
Caetano eram os animaizinhos, Gostava de nadar no córrego, haviam muitos
peixinhos e patos. As passaradas estavam sempre animadas, pois lá havia fartura
de frutas e elas se tornaram minhas indicadoras, uma vez que através delas eu
sabia onde estavam os frutos maduros. As formigas trabalhavam o dia todo,
sempre carregando folhas, e as abelhas colhendo néctar. Eu ficava encantada com
o colorido e o bailado das borboletas entre as flores. O potrinho era o meu
companheiro. E o meu serviço era moer milho para os pintinhos. À noite
apreciava o céu estrelado e ouvia as histórias que meu pai contava. Histórias
que as personagens eram bonitas, bem vestidas e moravam nos palácios. Os bichos
falavam e cantavam. Assim, meu pai me mostrava um mundo encantador e fascinante
igual a este em que vivemos. Isto é, eu só percebi que este mundo é uma escola
eficiente, depois que conheci a Seicho-no-Ie. Quando eu tinha sete anos, meu
pai retornou ao Mundo Espiritual de uma forma maravilhosa. Ele acordou às 6h.
Orou e viajou para o outro plano. Naquele dia, meus pais se encontravam na
cidade de Petrópolis/RJ, porque minha mãe estava fazendo tratamento médico. E,
eu tinha ficado lá na nossa casa. 0nde recebi duas visitas: uma era jovem e
vestia um hábito branco, a outra era uma senhora que vestia um hábito
azul-marinho. Esta foi no dia que o meu pai passou para o mundo Espiritual. A
jovem foi na véspera. Ambas conversaram comigo sobre a viagem do meu pai, me
orientaram e pediram para eu cuidar de minha mãe. Dessa forma, mudamos para casa
de meus tios e dois primos, que fica na cidade de São João de Nepomuceno/MG. A
mudança do contexto e do cenário de minha infância, narrada anteriormente, foi
total A cidade quase não tinha animais, não tinham plantações, não tinham passaradas,
nem flores nem borboletas. As histórias que eu presenciava eram outras. Isto é,
não eram fascinantes como as que meu pai contava. Contudo ganhei uma família
afetuosa. Meus tios me tratavam como filha e os meus primos como irmã. Atualmente,
eles aqui não mais se encontram, pois já retornaram ao Mundo Espiritual e deles
sinto muitas saudades. Aos oito anos de idade, eu entrei para a Escola
Municipal Cel. José Braz, outro mundo maravilhoso. O prédio da escola foi bem
planejado, está localizado entre um jardim e um campo que tinha árvores que na
primavera as folhas emprestavam o espaço para flores. Desse jeito, ficava um
jardim suspenso matizado de branco e três tons de rosa. No dia 11 deste mês de
setembro, depois de ver aquele magnífico Fórum Minas-Rio. Viajei para a cidade
de São João Nepomuceno e tive a oportunidade de rever a escola Cel. José Braz.
Fiquei emocionada. Aquelas árvores, que proporcionava o jardim suspenso divino
cederam o espaço para local bem amplo para exposições, pratica de esportes, festas,
folclores e outros eventos. E, no segundo andar construíram salas de aulas. E,
o Bouganville continua florindo às
beiras do espaço. Só mudou as tonalidades. Agora são: vermelho, laranja, rosa,
lilás, amarelo, branco. Têm duas escadarias, seguidas de varandas, onde ficam
as portarias. Uma para entrada outra para saída. As quais continuam imponentes.
O pátio é espaçoso e cercado por varandas largas. No pátio, todo dia em forma
cantávamos o Hino Nacional. Era muito bom! Sentia alegria de viver. Eu me sentia
forte. Naquele pátio, ensaiávamos e apresentávamos peças de teatro, poesias, e
fazia educação física. Na hora do recreio brincávamos: de pular corda, pique-esconde,
roda, chicotinho queimado e pulava amarelinha. A cantina estava sempre limpa,
as mesas forradas com toalhas xadrez e um vasinho com plantinha verdinha. As
merendas eram saborosas. As cozinheiras eram afetuosas, estavam sempre
sorridentes. O salão nobre tem um mobiliário belo, um piano e um esqueleto
humano. Naquele salão, algumas vezes fiquei de castigo. Mas lá fiz aulas de canto
e aulas de anatomia. A Diretora Dona Glória
era bonita, elegante, ativa, atenciosa e cortês. Era difícil vê-la sentada. As
professoras, também eram elegantes, bonitas, dinâmicas e não eram
problemáticas. Mas sim conselheiras da população. Com Dona Carminha, a
professora de bordado, eu aprendi a
bordar, a ser simples e dedicada. Enquanto fazia o primário, Eu desejava
ser estrela de Hollywood. Fui motivada por um calendário. O qual, continha seis
fotos de divas. Mas esse desejo não foi realizado. E, então eu fiz prova para a
Escola Normal localizada na Cidade de Juiz de Fora. Mas minha mãe fez chantagem
emocional e ninguém teve coragem de me levar para lá. Sendo assim, comecei a
trabalhar em fábricas, lojas e como bordadeira. E o que ajudou arrancar o
desespero da minha mente foi o grande Cantor Bill Halley. Isso porque umas das
primeiras músicas de Bill tem frases construtivas e contagiantes: “...Ponha seus trajes alegres e aproveite
comigo, estarei forte e você também, nós estaremos no sétimo céu.”
Segundo, Dr.
Masaharu Taniguchi, cada palavra contém uma vibração que é igual a uma semente
que germina, nasce, cresce, dá flores e frutos, deste ensinamento tive
explicação do porquê do bem que as palavras da citada canção de Bill Halley
tanto me fizeram bem. Naquela época, em que ainda era muito jovem, um médium
leu a minha mão e disse: “você será mãe de nove filhos’’. E, depois eu vi de
forma mágica tochas azuis e laranjas. Naquele momento, senti muita vontade de
vir para o Rio de Janeiro. E, hoje que eu sei que a palavra pensada tem muita
força. Imagino como devo tê-la aplicado intensamente, idealizando o futuro dos
nove filhos. Em março de 1964, cheguei ao Rio de Janeiro. A primeira vez foi
para arrumar asilo para alguns líderes políticos na Embaixada da Bolívia. A
segunda vez fiquei. Trabalhei na Rua Sá Ferreira, na residência de um
banqueiro, como dama de companhia de sua esposa. Nesse trabalho, eu vi a
riqueza material. O segundo trabalho foi na Rua Ministro Vivieiros de Castro.
Eu fui governanta de duas crianças:
Haroldo de oito anos de idade e Silvia de sete anos. Eles eram órfãos de mãe e
o pai viajava para o exterior a trabalho. Aos vinte quatro eu me casei com o
homem que hoje é meu marido e pai de nossos nove filhos. Há quarenta e um anos,
moramos no mesmo no endereço. Nós e nossos vizinhos vivíamos muito bem em todos
os aspectos. Mas com o passar do tempo. Todos começaram a sentir a inflação da
economia. E as nossas conversas eram sobre as nossas dificuldades. Assim, as
dificuldades iam crescendo. Aos trinta e seis anos, eu estava desesperada.
Pois, sofria de coluna lombar, cervical e artrite. O médico, quando examinou a
radiografia da coluna disse: “ você jamais irá ficar curada da coluna, mesmo
com tratamento intenso e longo. Remédio para curar artrite eu não podia tomar,
porque estava sempre amamentando. Não dava importância a minha religião. Porque
me faltava conhecimento. Dessa forma, através de minha vizinha Sônia Teixeira
conheci Seicho-No-Ie. No mesmo dia, comecei a fazer a leitura da Sutra Sagrada.
Fiquei extasiada!!! E a medida que eu estudava a Meditação Shinsokam, a revista
Acendedor, os livros: A Felicidade da Mulher, A Verdade da Vida volume 1 e o
Preceito Diário. Ficava mais deslumbrada. Era como se eu estivesse no fundo do
abismo e alguém jogou uma corda e me resgatou. Lendo os livros intensamente
descobri que sou filha de Deus. Que tenho capacidade infinita. E que os
sentimentos negativos não são inerentes ao espírito e só geram sofrimentos para
toda a humanidade. Dei adeus para eles. Perdoei o meu tutor. Perdoei a minha
mãe. Hoje, eu sinto gratidão por eles terem tomado aquelas atitudes. Pois naquela época eu não tinha maturidade
para ser educadora nem ter dinheiro. Mas só compreendi isso através desta Filosofia Seicho-No-Ie. Com
três meses de leitura e prática fiquei curada da coluna, artrite, pessimismo,
preguiça, tristeza, pobreza, ingratidão, complexo de inferioridade. Sendo
assim, passei a ser uma companheira para o meu marido. Trabalhando vendendo
roupas, produtos da Natura, Avon, etc. E ao mesmo tempo fazendo divulgação das
revistas Sagradas. E, também jogando vibrações positivas para todos. Assim, eu e os meus familiares vivemos muito
bem. Trabalhando, estudando, prosperando em todos os aspectos. Depois de
conhecer esta Filosofia Seicho-no-ie, o meu primeiro desejo foi que todos
educadores conhecessem esses divinos ensinamentos. Aos sessenta e dois anos recebi outra
mensagem a qual falava para eu fazer Pedagogia, Pois a nossa população está
precisando de conhecimentos. Principalmente de conhecer a Verdade da Vida, isto
é, a Pedagogia Taniguchi. Atualmente
trabalho num CIEP como voluntária. Estou muito feliz e grata a Deus por essa
oportunidade. Por que fazer este curso CEEV? Este curso é mais uma benção, um
socorro de Deus para toda a humanidade. Eu me sinto premiada por fazer curso
CEEV, pois o curso possui um aprendizado com recursos, técnicas e explicações
sobre o poder da palavra. Assim, todos educadores terão preparo para eliminar a
educação retrativa, a educação atrofiante e a educação intimidante que causam
um mundo de angustia. Com esta Pedagogia Taniguchi atuando intensamente nas escolas,
com certeza, o povo brasileiro será campeão em receber o Premio NOBEL DA PAZ.